Um vídeo publicado nas redes sociais no último fim de semana gerou revolta na internet, em que vários estudantes, do curso de medicina da Unig (Universidade de Iguaçu), gritavam: "Sou playboy, não tenho culpa se seu pai é motoboy" como mantra da torcida durante jogos do Intermed.
Diante do evento, Anderson Ferreira Bastos Júnior, 23, estudante de medicina da Unig e filho de um motoboy, declarou ao portal R7 sua indignação acerca do evento. "O assunto tomou proporções enormes e rápidas e já estava em todas as mídias, de uma forma generalizada. Tenho colegas que passam por lutas iguais às minhas para conseguir pagar a faculdade. Esses estudantes que aparecem e cantam no vídeo não nos representam", disse em entrevista. O jovem, de origem humilde, desabafou que espera que a postura infeliz dos colegas sirva de reflexão.

Anderson relatou ao jornal a trajetória para chegar à faculdade. “Meu pai vendeu uma casa, um carro, e até fez um empréstimo no banco para conseguirmos manter o curso ao longo destes anos". Além disso, explicou que seu pai chegou a abrir um comércio de bebidas na cidade, que se estabeleceu. “Ele fazia as entregas com uma bicicleta.
Depois, com o passar dos anos, conseguiu comprar uma moto e até um carro, mas isso não foi da noite para o dia. Foi pelo trabalho dele, do qual tenho muito orgulho, que me ajudou com o meu estudo", ressaltou o estudante.
No Twitter, o futuro médico firmou seu posicionamento através de um vídeo mostrando sua trajetória ao lado do pai e postou um vídeo com a legenda: “vai ter filho de motoboy médico sim!”. Assista:
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