O Ministério Público Federal
(MPF) apresentou na tarde desta quinta-feira (4) as alegações finais da ação
penal envolvendo o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo. Os
procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato pedem a condenação de Lula,
seu advogado Roberto Teixeira, o ex-ministro Antonio Palocci, Marcelo Odebrecht
e outras quatro pessoas envolvidas.
A Procuradoria também pede que seja decretado o perdimento do apartamento
121, vizinho ao dúplex onde Lula mora em São Bernardo, e o pagamento de R$ 75
milhões -valor correspondente ao total da porcentagem da propina paga pelo
Grupo Odebrecht, segundo as investigações.
Entre os pedidos, também está a desconsideração do acordo de delação do
ex-executivo da Odebrecht Paulo Ricardo Baqueiro de Melo com o MPF "de
modo a que lhe sejam aplicadas todas as sanções legalmente previstas".
Os procuradores alegam que Melo "desatendeu as obrigações assumidas,
por ter faltado com a verdade e omitido informações relevantes de que dispunha
para a completa elucidação dos fatos ilícitos".
O documento segue afirmando que "a postura não colaborativa de Paulo
Melo, que já se manifestara no primeiro interrogatório, restou ainda mais
realçada à luz dos emails apresentados pela defesa de Marcelo Odebrecht,
extraídos de seu notebook pessoal".
O MPF pede a determinação de regime fechado para o cumprimento inicial das
penas para Lula, Antonio Palocci, Branislav Kontic, Marcelo Odebrecht, Paulo
Ricardo Baqueiro de Melo, Demerval de Souza Gusmão Filho, Glauco da
Costamarques e Roberto Reixeira.
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