A segunda instância da Justiça de
Minas Gerais decidiu manter a prisão de três funcionários da mineradora Vale,
presos na semana passada no âmbito das investigações do rompimento da barragem
da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A decisão foi proferida pelo
desembargador Marcílio Eustáquio Santos, na sexta-feira (1º).
No despacho, o magistrado entendeu que não há ilegalidades nos fundamentos
apresentados pela primeira instância, que decretou a prisão do geólogo Cesar
Augusto Grandchamp; do gerente de Meio Ambiente, Ricardo de Oliveira, e do
gerente do Complexo de Paraopeba da empresa, Rodrigo Artur Gomes de Melo.
De acordo com o Ministério Público, os três funcionários estão diretamente
envolvidos no processo de licenciamento ambiental da barragem. Dois engenheiros
terceirizados que atestaram a estabilidade da barragem também estão presos.
Após o cumprimento dos mandados de prisão pela Polícia Federal (PF), a
Vale divulgou nota à imprensa na qual informou que está à disposição das autoridades.
“A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos
fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas."
Na manhã de hoje (3), os bombeiros iniciaram o décimo dia de buscas por
vítimas do rompimento da barragem. De acordo com balanço mais recente divulgado
pela Defesa Civil de Minas Gerais, 395 pessoas foram localizadas pelas equipes
de buscas, 226 continuam desaparecidas e 121 morreram. (Via: Agência Brasil)
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