Ensaio
Rua da Moeda- Carnaval 2016 / Recife - Foto: João Rogério Filho
Hoje, acordei mais cedo com uma notícia muito triste.
Após lutar contra um câncer, Naná Vasconcelos terminou seus dias entre
nós.
Confesso que me emocionei, por tudo que esse grande pernambucano e
afrobrasileiro significa para a nossa cultura.
Um negro, pernambucano, nordestino, que sai pelo mundo mostrando a arte
da vida, que transformou em uma vida de arte.
Seu reconhecimento por várias vezes como o maior percussionista do
mundo, nos enche de alegria e orgulho, por representar a importância de nossas
raízes e por significar um exemplo de superação e de conquistas.
Hoje, os tambores dos Maracatus choram a perda de um grande Mestre
"O Mestre dos Mestres", que foi capaz de por vários anos juntar as
várias Nações de Maracatu de Pernambuco na abertura do Carnaval de Recife.
Naná, deixa para todos nós um grande legado cultural e humano, que será
lembrado toda vez que tocar um tambor, toda vez que um berimbau entoar uma
cantiga.
Sua obra será motivação para muitos de nós e para as novas gerações que
virão.
Não teremos mais sua presença física, más estará sempre conosco em
espírito, pela sua arte, pela sua obra, pela maestria de sua criação.
Na eternidade onde se encontra nossos antepassados e ancestrais, hoje
com certeza, receberam em festa Naná Vasconcelos.
Os tambores ancestrais entoaram um batuque todo especial, para receber o
Mestre que aqui na terra soube dignificar e honrar suas raízes.
Não digo adeus, digo Até Sempre Naná!
Porque "de certo" não esqueceremos seu exemplo, que servirá de
inspiração constante e permanente para seguirmos em frente, na luta de
preservação e valorização de nossa cultura. (Por Libânio Neto)
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