Layla Lima Ayub, delegada recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo, foi presa temporariamente nesta sexta-feira (16) suspeita de atuar em defesa de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) enquanto já exercia o cargo de autoridade policial. A prisão foi determinada pelo Ministério Público, que conduz investigações sobre organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ex-policial militar do Espírito Santo, Layla também é especialista em Direito Penal e Processo Penal e atuou anteriormente como advogada. Em dezembro do ano passado, nove dias após tomar posse como delegada na capital paulista, ela teria defendido um preso ligado ao PCC em Rondon do Pará, conduta proibida pelo Estatuto da Advocacia e por normas que impedem delegados de exercerem a advocacia privada.
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A delegada é companheira de Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, apontado como líder do PCC na Região Norte e envolvido em tráfico de drogas e armas em Roraima. O casal foi alvo de prisão temporária e investigado por possíveis crimes de lavagem de dinheiro, incluindo aquisição de uma padaria em Itaquera (Zona Leste de São Paulo) em nome de terceiros para ocultar a propriedade real.

A operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá (PA), incluindo um armário de Layla na Academia da Polícia Civil, no Butantã. Promotores do Gaeco apontam que, como delegada, ela teria tido acesso a informações sigilosas que poderiam favorecer a facção criminosa.
Layla integra ainda, desde março do ano passado, a Comissão da Criança e do Adolescente da OAB Subseção Marabá, no Pará, e tomou posse na Polícia Civil de São Paulo em 19 de dezembro de 2025, em solenidade no Palácio dos Bandeirantes. Ela estava acompanhada do namorado na cerimônia, que rapidamente chamou atenção devido à ligação dele com a facção criminosa.
