Inquérito do caso tem 24 volumes, 442 depoimentos, sete tipos
diferentes de perícias, 900 horas de imagens e 15 mil chamadas telefônicas
analisadas. Pais querem federalização ou investigadores americanos.
A Secretaria de Defesa Social vai manter mobilizada a Força-Tarefa que investiga o assassinato da menina Beatriz Angélica, ocorrido há seis anos em Petrolina, até que seja identificado o culpado, segundo nota.
O inquérito do caso, que tem até agora 24 volumes, 442
depoimentos, sete tipos diferentes de perícias, 900 horas de imagens e 15 mil
chamadas telefônicas analisadas, foi remetido ao Ministério Público de
Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 2021.
O Inquérito Policial já havia sido enviado em 2019, ao MPPE,
que requisitou novas diligências. Todas as solicitações foram cumpridas e
entregues ao Ministério Público pela Força-Tarefa criada pela Chefia de Polícia
para investigar o caso. Os quatro delegados, com vasta experiência em investigações
relativas a crimes de homicídios, revisitaram todo o material que já havia sido
produzido e realizaram novas diligências, informam.
Na esfera administrativa, a Corregedoria Geral da SDS
publicou, na edição de sábado (18/12) do Boletim Geral da SDS, a conclusão do
Processo Administrativo Disciplinar Especial (PADE) em desfavor do perito
criminal Diego Henrique Leonel de Oliveira Costa. Instaurado em maio de 2020, o
PADE finaliza com parecer pela demissão do servidor. O servidor prestou
consultoria de segurança, através de uma empresa da qual é sócio, ao Colégio
Nossa Senhora Auxiliadora, local onde Beatriz foi assassinada e,
posteriormente, atuou na equipe de investigação.
Sobre o pedido de acesso aos conteúdos da investigação por
parte de uma empresa privada americana, sem qualquer vínculo com o Governo dos
EUA ou suas representações diplomáticas no Brasil, afirma a SDS que “esse tipo
de cooperação não encontra respaldo na legislação brasileira. Com relação à
requisição de federalização do caso, essa é uma iniciativa que deve partir do
Ministério da Justiça”.
Por fim, cabe destacar ainda que a família da vítima já foi
recebida pela Secretaria de Defesa Social e o comando da Polícia Civil por
quatro vezes e pelo governador Paulo Câmara em duas oportunidades. No último
sábado, os pais de Beatriz foram informados que o pedido de audiência com o
governador foi aceito e o encontro marcado para as 11h da terça-feira, 21 de
dezembro, tendo o governo ainda oferecido transporte para os familiares.
Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz, seguem com
comitiva do “Movimento Somos Todos Beatriz”, percorrendo o trajeto de Petrolina
até Recife, na “Caminhada Pela Justiça”, que começou no último dia 5 passando
em várias cidades do estado.
Eles querem a federalização ou a participação dos
investigadores americanos no caso Beatriz. “Estamos recebendo apoio, força,
carinho e muita solidariedade do povo pernambucano. Por onde passamos ganhamos
energia, adeptos e reconhecimento. Esta caminhada está sendo feita por milhares
de pés, e vamos honrá-la até o fim”, disse a mãe.
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