Após reunião nesta manhã, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) afirmou que não será necessário apresentar uma prescrição médica para vacinação infantil.
O órgão se reuniu nesta sexta-feira (24) para preparar uma
reação à determinação do Ministério da Saúde pela prescrição médica para
vacinação de crianças.
Na manifestação, o conselho diz que não será necessária a
apresentação “de nenhum documento médico recomendando que tomem a vacina”. O
posicionamento do órgão foi publicado na forma de carta às crianças.
“E é esse recado que queremos dar no dia de hoje, véspera de
Natal: quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças, avisem aos papais e às
mamães: não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a
vacina. A ciência vencerá. A fraternidade vencerá. A medicina vencerá e vocês
estarão protegidos”, diz um trecho do documento intitulado “Carta de Natal do
Conass às crianças do Brasil”.
Nesta sexta, o presidente do Conass, Carlos Lula, que também
é o secretário de Saúde do Maranhão, realizou conversas com os pares nos
estados para definir a manifestação do órgão.
“Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês,
pequeninos, para o coronavírus; Mas com o Zé Gotinha já vencemos a
poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreveníveis. Por isso, no lugar
de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os
brasileirinhos”, diz outro trecho do documento.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na noite
desta quinta-feira (23) que a pasta irá autorizar a vacinação contra a
Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, mas com prescrição médica e um
“termo de consentimento livre esclarecido”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) autorizou, em 16 de dezembro, o uso do imunizante da
Pfizer em crianças da faixa etária no Brasil.
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