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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Nordeste: Vibradores grátis lotam calçada e causam tumultuo em bairro; Entenda

Que o brasileiro gosta de fila, não é surpresa para ninguém. Dessa vez, porém, um motivo nada convencional provocou uma longa espera que lotou uma calçada de Natal. 

Não era banco, nem lotérica: centenas de mulheres foram até um sex shop na capital do Rio Grande do Norte na segunda-feira atrás de um vibrador para chamar de seu.

A distribuição gratuita de mil unidades do brinquedinho erótico — o modelo golfinho — "causou" no bairro de alto padrão onde a loja fica localizada. 

"Passavam na rua e filmavam a gente como se fosse um crime, querendo expor o que estávamos fazendo ali", contou a estudante de pedagogia Monique Silva, de 25 anos, que foi à loja no bairro Tirol em busca do seu "golfinho".

Por masturbação ser um tabu para mulheres, algo visto como discriminatório, pensamos que ia ser 'pegou, saiu'. Nos chocamos quando vimos a fila Monique Silva Monique ficou cerca de 1h30 na espera. 

Neste tempo, conversou com outras mulheres — desconhecidas e até amigas, que encontrou por acaso — sobre vida sexual, vergonhas e a grande procura por vibradores. "Ouvi relato de outras amigas, que postaram nas redes sociais, e sofreram hates de outras mulheres. 

Falando que não podia usar. Para mim, é normal. A mulher deve se conhecer e ser protagonista do próprio prazer." Monique revelou que nunca usou vibrador e viu, nessa distribuição, uma oportunidade para testar.

"É importante as mulheres terem essa liberdade diante de um ato íntimo, de você com você se conhecendo", completa.

Sexo é tabu, vibrador é tabu. Não achei que as mulheres estariam tão dispostas a ponto de enfrentar uma fila para pegar um vibrador. Às 7 horas da manhã, já tinha gente na porta Fernanda Lima 

"As mulheres duvidam do potencial de um vibrador. Sei disso porque eu também duvidava. Muita gente acha que o prazer tem de vir por meio de um homem, associam o prazer da mulher ao pênis do homem", explica Fernanda. 

A oferta foi para mulheres com mais de 18 anos. "Quando uma mulher conhece o próprio corpo, ela fica independente. Ela sabe o que gosta, o que não gosta e até as relações ficam diferentes.".

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